quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ministério Pastoral Feminino: Doutrina Bíblica ou Modismo Contemporâneo?

    Introdução

              É com o humilde proposito de ajudar a esclarecer a luz da bíblia um tema tão relevante e polêmico nos dias atuais, é que me dispus a escrever este estudo. Tenho consciência que o simples fato de falar sobre esse tema pode me causar alguns prejuízos, entre eles, ser considerado atrasado e preconceituoso, mas tenho convicção que expresso nesse estudo aquilo que vejo como a única verdade bíblica, respeito à bíblia como a única regra de fé e pratica da vida cristã, e que a mesma tem a sua expiração divina (II Timóteo 3.16; II Pedro 1.21). Com isso não cabe ao homem por critério próprio, argumento, doutrinas ou procedimentos eclesiásticos ao seu bel prazer que não esteja sob o rigoroso crivo da bíblia sagrada. Quero deixar claro que não é simplesmente aquilo quer eu acho sobre o assunto, mas sim o que a bíblia diz sobre o mesmo. Um dos maiores problemas que existe nas igrejas é que a opinião dos líderes valem mais do que a visão bíblica, as tradições de muitas igrejas é levado em maior consideração do que o verdadeiro ensino bíblico. Mas o que realmente a bíblia fala sobre o ministério pastoral feminino?

Para discorremos sobre o tema, precisamos ver alguns textos da bíblia que os teólogos feministas usam para defender essa pratica:

Romanos 16:7: Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo”.

           Esse versículo fala de uma saudação de Paulo a uma pessoa por nome Júnias. Os defensores da ordenação feminina dizem que Júnias era uma mulher exercendo o oficio apostólico, é um erro afirmar que essa pessoa era mulher, pois se observarmos com cuidado o texto, Paulo fala que Júnias era seu parente e companheiro nas prisões, isso deixa claro que Paulo se refere a essa pessoa como sendo de fato um homem. Alguns historiadores afirma que Epifânio relata que Júnia se tornou bispo de Apaméia.
  
Gálatas 3.28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Usam esse texto para dizer que Cristo aboliu toda diferença entre o homem e a mulher, sendo assim a mulher tem os mesmos direitos que os homens têm, podendo até exercer o ministério pastoral, infelizmente os ativistas feministas menospreza o real sentido do texto. Nesse caso o apóstolo Paulo não está falando da abolição da submissão feminina e da igualdade de funções eclesiásticas entre homens e mulheres, mas sim, ele está falando que todos independente da sua raça, cor, posição social, sexo, são recebidos diante de Deus, da mesma maneira, pela fé em Cristo Jesus. O texto de gálatas 3.28, nada tem a ver com a chamada ministerial. A salvação põe homem e mulher em igual posição diante de Deus, no que se refere à justificação pela fé. Mas não anula a posição bíblica da liderança do homem tanto na família como na Igreja (Efésios 5.22-24).


           O texto diz que Pedro cita o profeta Joel que diz: “... e vossos filhos e vossas filhas profetizarão. E também sobre os servos e sobre as servas...” (Joel 2. 28,29). Usam esse texto para afirmar que, assim como os homens e as mulheres receberam o Espirito Santo, sendo assim as mulheres podem exercer as mesmas funções eclesiásticas em que os homens. Se o texto em questão autoriza as mulheres a exercerem função eclesiástica nos dias atuais, por que o mesmo texto não autorizava as mulheres a exercerem nos dias dos apóstolos?  O fato das mulheres receberem o Espirito Santo, não significa obter autorização de Deus para a ordenação ministerial.

Atos 21.9:E tinha este quatro filhas virgens, que profetizavam”. Para defender a ordenação feminina. Esse texto fala que Felipe tinha quatro filhas que profetizavam, mas o mesmo texto não faz nenhuma referência que essas moças exerciam o ministério pastoral.

Filipenses 4.2,3:O que eu rogo a Evódia e também a Síntique é que vivam em harmonia no Senhor. Sim, e peço a você, leal companheiro de jugo, que as ajude; pois lutaram ao meu lado na causa do evangelho, com Clemente e meus demais cooperadores. Os seus nomes estão no livro da vida”. Onde Paulo fala de algumas mulheres que trabalhavam com o apóstolo no evangelho. Mas esse texto não faz nenhuma menção que elas exerciam o apostolado, ou o pastorado como queiram, essas mulheres eram simplesmente pessoas que auxiliavam a Paulo no seu ministério, assim como tantas outras. É um absurdo alguém usar esse texto para defender a pratica da moda, o ministério pastoral feminino.

             É verdade que muitas mulheres exerciam papel de grande importância no ministério de Cristo, como em Lucas 8.1-3, e no ministério dos apóstolos, tais como. Priscila (atos 18.2; Romanos 16. 3-5); Maria (Romanos 16.6); Trifena, Trifosa e Pérside (Romanos 16.2); Febe (Romanos 16.1); Evódia e Sentique (Filipenses 4.2,3). Todas essas mulheres que a bíblia menciona foram grandes ajudadoras, mas nenhuma delas exerceu o ministério pastoral, ao menos é o que a bíblia diz.
Juízes 4:4,5: “Débora, profetisa, mulher de Lapido-te, julgava a Israel naquele tempo. Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora entre Ramá e Betel na região montanhosa de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ter com ela a juízo”. Os Teólogos que defendem o pastorado feminino dizem se uma mulher, no caso de Débora exercia uma função de liderança em Israel, por que uma mulher em nossos dias não pode exercer o pastorado? No texto em questão, Débora exercia um função civil em Israel e não o sacerdócio, como mulher ela poderia ser uma juíza (função civil), mas como mulher ela não poderia exercer o sacerdócio.   


Provas Bíblicas Contra a Ordenação Feminina

            Tenho comentado até agora sobre alguns textos bíblicos que os teólogos feministas usam para defender a ordenação feminina. Agora irei provar a luz da palavra de Deus que essa pratica é ante bíblica e foi combatida na igreja nos dias dos apóstolos.

1. Em 1CORÍNTIOS 11. 2-14, o apóstolo Paulo fala como as mulheres deferiam se portar no culto, ele parte do princípio da submissão feminina, no versículo 3, ele fala “que Cristo é o cabeça de todo o varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus, a cabeça de Cristo.” Temos que entender que Deus dar uma perfeita igualdade de salvação tanto para homens como para mulheres, mas essa igualdade envolve a ordem e a submissão da mulher, no tocante a autoridade eclesiástica.  O texto em questão fala que o homem é a cabeça da mulher, a palavra cabeça refere-se à autoridade dada por Deus ao homem para ser exercida sobre sua família e a igreja. Por isso é ante bíblico o homem exercer liderança sobre sua mulher só na família, e na igreja a mulher como “pastora” exercer liderança sobre o homem.

2. 1Corintios 14.34-37, Para entendermos esse texto, e necessário com o seu contexto, tanto o textual como o histórico.O culto na igreja de corinto estava enfrentando sérios problemas em relação ao comportamento das mulheres que estava participando deles. As mulheres estavam insubmissas atrapalhando o culto fazendo vários questionamentos que na cultura da época não lhes era permitido, então Paulo de uma forma enérgica começa a doutrinar aquela igreja, que esse comportamento das mulheres não era e nem são aceitáveis para a igreja. Quando Paulo diz que As mulheres esteja caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar...” V.34, Paulo se refere há essa questão das mulheres estarem questionando a liderança da igreja sobre os assuntos que era discutido e também Paulo deixa claro que não era função da mulher exercer autoridade na igreja, como o ministério pastoral. Para aqueles que dizem que Paulo era machista por não aceitar tal autoridade feminina na igreja. Ele fala nos versículos 37,38 do mesmo capitulo 14, “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamento do Senhor. Mas, se alguém ignora isso, que ignore.” Paulo deixa claro que não aceitar o ministério feminino é um mandamento do Senhor, não era simplesmente a opinião machista de alguém, como muitos dizem, mas sim uma ordenança do dono da igreja que é Cristo. Agora, para aceitar essa ordenança de Cristo a pessoa tem que ser espiritual V.37.

3. 1 Timóteo 2.11-14: “ A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva.  E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” A ordem de Paulo é clara quando proíbe que a mulher use de (autoridade sobre o marido) V.12. Paulo escreve para orientar a Timóteo sobre uma perigosa seita que estava surgindo em Éfeso, que entre vários ensinamentos, ensinavam que as mulheres deveriam reivindicar os mesmos direitos em que os homens, tanto no lar como na igreja, essa seita causou grandes prejuízos a igreja de Éfeso (1 Timóteo 5. 1-16). Paulo nesse texto deixa claro a proibição do exercício ministerial feminino. Mas os teólogos feministas dizem que essa proibição era só na família, mas seria profundamente contraditório e confuso da parte de Deus exigir uma liderança masculina apenas nos lares, e na sua igreja determinar uma postura inversa.

Conclusão

           Infelizmente essa pratica de ordenar mulher ao pastorado é algo comum hoje em muitas igrejas, muitos líderes estão desprezando a ordem bíblica (1 Timóteo 2.12) que proíbe que a mulher exerça autoridade eclesiástica sobre o homem, esses mesmos lideres fazem interpretação ao seu bel prazer dos textos bíblicos que proíbem e essa pratica. Muitos fazem assim simplesmente para ordenarem esposas, filhas, noras, netas e irmãs da igreja que tem um certo poder aquisitivo ao ministério pastoral. Mas uma coisa é certa, tais pessoas que estão submetendo a igreja a uma pratica ante bíblica e absurda, pagarão um preço muito alto diante de Deus. Só quero lembrar a esses líderes de grandes igrejas que estão com essa atitude absurda de ordenar mulher ao santo ministério pastoral. Que no primeiro concilio da Igreja em Jerusalém no ano 52 D.C. Só encontramos homens tomando decisões que a igreja precisava (atos 15).

          Concluímos que essa pratica de ordenar mulheres ao ministério pastoral nada, mas é, do que modismo contemporâneo.