quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nepotismo na igreja: Uma pratica vergonhosa

Introdução
              A palavra nepotismo tem sua origem no latim nepos, que tem o sentido de netos ou descendentes, é um termo que se usa quando a favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas para exercer o oficio. Essa pratica de nepotismo era comum no meio do serviço publico, mas nos últimos anos essa pratica tem ganhado muito espaço no meio das igrejas evangélicas. Sei que, pelo simples fato de comentar sobre esse assunto, estarei correndo o risco de sofre alguns prejuízos ou mesmo perseguição, pois as pessoas preferem ser bajuladas por hipócritas, do quer ouvir a verdade.

             Muitos pastores presidentes de igrejas, sem o menor constrangimento consagram ou ordenam ao ministério seus filhos e parentes, com o único proposito de ter o controle absoluto da igreja e a liderança não sair de sua família. Muitos ordenam seus filhos e parentes ao ministério pastoral como se fosse um negócio que passasse de pai para filho, tratam a sucessão pastoral como se fosse uma coisa hereditária. Ministério não é uma dinastia, onde os sucessores pertencem à mesma família.
             Alguns pastores ordenam seus filhos ao ministério, simplesmente pelo desejo de passar o cajado para um filho e não para outro obreiro do ministério, as vezes o obreiro que é deixado de lado, a igreja reconhece o seu chamado, tem as qualificações que um obreiro precisa ter (1Timóteo 3), e tem a unção que o filho do pastor não tem. Mas infelizmente o obreiro que tem as qualificações para o ministério é deixado de lado, por quer o favoritismo é sempre do filho, neto ou outro parente do pastor. Pois os mesmo é sempre o primeiro na linha de sucessão.
             Quero deixar claro que não é errado filho de pastor torna-se pastor, quando o mesmo tem a sua chamada reconhecida pela igreja e tem as qualificações para o pastorado. O que é vergonhoso é essa tendência que tem surgido nas igrejas, principalmente na minha denominação, que obrigatoriamente filho de pastor tem que ser pastor ou exercer função de liderança na igreja. Conheço um pastor que consagrou todos os seus filhos a obreiros da igreja, e o que é mais lamentável é que a igreja não reconhece a liderança de alguns deles.
            Muitos pastores cometem um grande erro em propagar uma heresia em que diz: “Filhos de pastor tem uma unção especial”. Esses pastores deveriam meditar com mais cuidado no texto de 1 Timóteo 5.22 que diz: “ A ninguém imponhas precipitadamente as mãos...”, nesse texto Paulo mostra que o pastor tem que ter cuidado ao separar alguém para o ministério. Pois o fato do pastor favorecer um membro de sua família, tanto no ministério pastoral, ou em outra função na igreja, isso pode ser muito danoso para a mesma.

Conclusão

             Hoje no Brasil as duas vertentes da assembleia de Deus (Conamad e CGADB), tem pai e filho como presidentes, isso é simplesmente uma vergonha. Tem um bispo que é o líder de uma dessas convenções (hoje ele é praticamente o papa da igreja), não satisfeito com o nepotismo praticado por ele na igreja, recentemente ele cometeu o cumulo do absurdo, consagrou a suas duas netas para serem evangelistas, simplesmente para que elas sejam as primeiras mulheres a serem ordenadas a pastoras pela convenção nacional. Isso que está acontecendo é um absurdo e quem tem sofrido com tudo isso é a igreja do Senhor, mais uma coisa é certa, esses pastores pagarão um preço muito alto diante de Deus.